Guia do Paciente

Diabetes Mellitus: Guia Completo para Pacientes

Diabetes mellitus é uma condição crônica que afeta milhões de brasileiros. Entenda os tipos, sintomas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para viver bem com diabetes.

Pessoa medindo glicemia com glicosímetro - monitoramento do diabetes
Atualizado em Leitura: 12–15 minutos Revisado por profissional de saúde
16,8
milhões de brasileiros
50%
não sabem que têm
90%
são diabetes tipo 2
causa de morte no mundo

O que é Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus é uma doença metabólica crônica caracterizada por níveis elevados de glicose (açúcar) no sangue, condição chamada de hiperglicemia. A glicose é a principal fonte de energia do corpo, mas precisa da insulina para entrar nas células.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que funciona como uma "chave" que abre as células para a glicose entrar. No diabetes, existe uma falha nesse processo: ou o pâncreas não produz insulina suficiente, ou o corpo não consegue usar adequadamente a insulina que produz.

Quando a glicose não consegue entrar nas células, ela se acumula no sangue, causando a hiperglicemia. Com o tempo, níveis elevados de glicose no sangue podem causar sérios danos a diversos órgãos e sistemas do corpo.

Como funciona o metabolismo normal da glicose

  1. Alimentação: Quando você come, os carboidratos são digeridos e transformados em glicose
  2. Absorção: A glicose é absorvida no intestino e vai para a corrente sanguínea
  3. Sinalização: O pâncreas detecta o aumento da glicose e libera insulina
  4. Entrada nas células: A insulina permite que a glicose entre nas células para ser usada como energia
  5. Equilíbrio: O nível de glicose no sangue volta ao normal

Tipos de Diabetes

Diabetes Tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema de defesa do corpo ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sem insulina, a glicose não consegue entrar nas células.

  • Causa: Reação autoimune (o corpo ataca a si mesmo)
  • Início: Geralmente na infância ou adolescência, mas pode ocorrer em qualquer idade
  • Características: Início rápido dos sintomas, perda de peso significativa
  • Tratamento: Insulina é sempre necessária desde o diagnóstico
  • Prevalência: Representa 5-10% de todos os casos de diabetes

Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é a forma mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Neste tipo, o corpo desenvolve resistência à insulina — as células não respondem adequadamente ao hormônio — e/ou o pâncreas não produz insulina suficiente.

  • Causa: Combinação de fatores genéticos e estilo de vida
  • Fatores de risco: Obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, idade avançada, histórico familiar
  • Início: Geralmente após os 40 anos, mas está aumentando em jovens
  • Características: Início gradual, muitos pacientes são assintomáticos no início
  • Tratamento: Mudanças no estilo de vida, medicamentos orais e/ou insulina

Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional surge durante a gravidez em mulheres que não tinham diabetes antes. Os hormônios da placenta podem causar resistência à insulina, elevando a glicemia.

  • Quando surge: Geralmente entre a 24ª e 28ª semana de gestação
  • Fatores de risco: Idade acima de 35 anos, sobrepeso, histórico familiar de diabetes, SOP
  • Riscos para o bebê: Macrossomia (bebê grande), hipoglicemia neonatal, parto prematuro
  • Após o parto: Geralmente normaliza, mas aumenta o risco futuro de diabetes tipo 2
  • Acompanhamento: Teste de tolerância à glicose 6-12 semanas após o parto

Pré-diabetes

O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose estão elevados, mas ainda não atingem os critérios para diagnóstico de diabetes. É um importante sinal de alerta.

  • Glicemia de jejum alterada: Entre 100-125 mg/dL
  • Tolerância à glicose diminuída: Entre 140-199 mg/dL após 2h do teste
  • HbA1c: Entre 5,7% e 6,4%
  • Importância: Com mudanças no estilo de vida, é possível reverter e prevenir o diabetes tipo 2
  • Risco: Sem intervenção, até 70% progridem para diabetes em 10 anos
Característica Tipo 1 Tipo 2
Idade de início Qualquer idade (comum em jovens) Geralmente após 40 anos
Início dos sintomas Rápido (dias a semanas) Gradual (meses a anos)
Peso corporal Geralmente normal ou abaixo Geralmente sobrepeso/obesidade
Produção de insulina Ausente ou mínima Presente (resistência ou deficiência)
Tratamento inicial Insulina obrigatória Mudanças no estilo de vida ± medicamentos
Prevalência 5-10% dos casos 90-95% dos casos

Sintomas: Quando Suspeitar de Diabetes

Os 4 Ps do Diabetes

Os sintomas clássicos do diabetes são conhecidos como os "4 Ps":

  • Poliúria: Urinar muito e frequentemente
  • Polidipsia: Sede excessiva e constante
  • Polifagia: Fome excessiva, mesmo comendo bastante
  • Perda de Peso: Emagrecimento sem motivo aparente
Mulher medindo glicemia em casa - automonitoramento do diabetes

Sintomas comuns

  • Sede intensa e boca seca
  • Urinar com frequência (inclusive à noite)
  • Fome excessiva
  • Perda de peso inexplicada
  • Cansaço e fadiga
  • Visão embaçada
  • Formigamento nas mãos e pés

Sintomas de alerta

  • Feridas que demoram a cicatrizar
  • Infecções frequentes (urinária, pele, gengiva)
  • Candidíase de repetição
  • Escurecimento da pele (acantose nigricans)
  • Disfunção erétil
  • Alterações de humor
  • Coceira na pele

Quando procurar o médico imediatamente

Alguns sintomas indicam uma situação de emergência e requerem atendimento médico urgente:

  • Náuseas e vômitos persistentes
  • Dor abdominal intensa
  • Respiração rápida e profunda
  • Hálito com cheiro de fruta (cetótico)
  • Confusão mental ou sonolência excessiva
  • Desidratação grave

Estes sintomas podem indicar cetoacidose diabética ou estado hiperosmolar, complicações graves que precisam de tratamento hospitalar imediato.

Quem deve investigar diabetes

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda rastreamento para pessoas com:

  • Idade acima de 45 anos
  • IMC acima de 25 kg/m² (sobrepeso ou obesidade)
  • Histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau
  • Sedentarismo
  • Hipertensão arterial (pressão alta)
  • Colesterol ou triglicérides alterados
  • Histórico de diabetes gestacional
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Acantose nigricans (escurecimento de dobras da pele)
  • Doenças cardiovasculares

Diagnóstico do Diabetes

Exames para diagnóstico

O diagnóstico de diabetes é feito através de exames de sangue. Os critérios diagnósticos aceitos são:

Exame Normal Pré-diabetes Diabetes
Glicemia de jejum < 100 mg/dL 100-125 mg/dL ≥ 126 mg/dL
TOTG 2h < 140 mg/dL 140-199 mg/dL ≥ 200 mg/dL
Hemoglobina glicada (HbA1c) < 5,7% 5,7-6,4% ≥ 6,5%
Glicemia casual ≥ 200 mg/dL + sintomas

Glicemia de jejum

Mede a glicose no sangue após pelo menos 8 horas de jejum. É o exame mais simples e comumente usado.

  • Preparo: Jejum de 8 a 12 horas
  • Vantagem: Simples e de baixo custo
  • Confirmação: Valores alterados devem ser confirmados em outro dia

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses. Não precisa de jejum e é muito útil para acompanhamento.

  • Preparo: Não precisa de jejum
  • Vantagem: Visão da glicemia a longo prazo
  • Limitação: Pode ser alterada em anemias e hemoglobinopatias

Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)

Também conhecido como "curva glicêmica", este teste avalia como seu corpo processa a glicose. É especialmente útil para diagnóstico de diabetes gestacional e casos limítrofes.

  1. Coleta de sangue em jejum
  2. Ingestão de 75g de glicose diluída em água
  3. Nova coleta de sangue após 2 horas

Importante sobre o diagnóstico

  • Em pacientes assintomáticos, o diagnóstico requer dois exames alterados (pode ser o mesmo exame em dias diferentes ou dois exames diferentes)
  • Em pacientes com sintomas clássicos e glicemia casual ≥200 mg/dL, um único exame é suficiente
  • A hemoglobina glicada pode não ser confiável em algumas condições (anemia, hemoglobinopatias, gestação)
  • O diagnóstico deve sempre ser feito por um profissional de saúde qualificado

Tratamento do Diabetes

O tratamento do diabetes tem como objetivo manter os níveis de glicose o mais próximo possível do normal, prevenindo complicações agudas e crônicas. O tratamento é individualizado e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos orais e/ou insulina.

Pilares do tratamento

Alimentação

Dieta equilibrada, controle de carboidratos, preferência por alimentos integrais e baixo índice glicêmico.

Atividade física

Exercícios regulares melhoram a sensibilidade à insulina e ajudam no controle glicêmico e do peso.

Medicamentos

Quando necessário, medicamentos orais e/ou insulina são usados para complementar o tratamento.

Ilustração microscópica de células e glicose - metabolismo do diabetes

Mudanças no estilo de vida

Para todos os tipos de diabetes, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  • Alimentação saudável: Reduzir açúcares simples, preferir carboidratos complexos e integrais, aumentar consumo de fibras, legumes e verduras
  • Atividade física: Pelo menos 150 minutos por semana de exercício moderado (caminhada, natação, bicicleta)
  • Controle do peso: Perder 5-7% do peso pode melhorar significativamente o controle glicêmico
  • Parar de fumar: O tabagismo aumenta o risco de complicações cardiovasculares
  • Moderar álcool: Bebidas alcoólicas podem causar hipoglicemia
  • Monitorar a glicemia: Automonitorização conforme orientação médica

Medicamentos orais (antidiabéticos)

Existem diversas classes de medicamentos para diabetes tipo 2:

  • Metformina: Primeira escolha, reduz a produção de glicose pelo fígado e melhora a sensibilidade à insulina
  • Sulfonilureias: Estimulam o pâncreas a produzir mais insulina (glibenclamida, gliclazida)
  • Inibidores de SGLT2: Eliminam glicose pela urina e protegem coração e rins (dapagliflozina, empagliflozina)
  • Agonistas de GLP-1: Injetáveis que estimulam insulina e reduzem apetite (liraglutida, semaglutida)
  • Inibidores de DPP-4: Aumentam hormônios que estimulam a insulina (sitagliptina, vildagliptina)
  • Pioglitazona: Melhora a sensibilidade à insulina nas células

Insulinoterapia

A insulina é essencial no diabetes tipo 1 e pode ser necessária no tipo 2 em algumas situações:

  • Tipos de insulina: Ultrarrápida, rápida, intermediária (NPH), lenta e ultralenta
  • Formas de aplicação: Seringas, canetas de insulina ou bomba de infusão
  • Locais de aplicação: Abdome, coxas, braços, nádegas (rodiziar os locais)
  • Armazenamento: Refrigerada (2-8°C) antes de abrir; temperatura ambiente após aberta (até 30 dias)

Metas de controle glicêmico

As metas devem ser individualizadas, mas em geral são:

  • Hemoglobina glicada (HbA1c): < 7% para a maioria dos adultos
  • Glicemia de jejum: 80-130 mg/dL
  • Glicemia pós-prandial (2h após refeição): < 180 mg/dL
  • Tempo no alvo: > 70% do tempo entre 70-180 mg/dL (para quem usa sensor)

Metas podem ser mais flexíveis em idosos, crianças ou pessoas com hipoglicemias frequentes.

Complicações do Diabetes

O diabetes mal controlado pode levar a complicações sérias em diversos órgãos. A boa notícia é que o controle adequado da glicemia, pressão arterial e colesterol pode prevenir ou retardar essas complicações.

Retinopatia diabética

Danos aos vasos sanguíneos da retina, podendo levar à perda de visão.

  • Principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva
  • Exame de fundo de olho anual é essencial
  • Tratamento: controle glicêmico, laser, injeções intraoculares

Nefropatia diabética

Danos aos rins, podendo evoluir para insuficiência renal.

  • Avaliar função renal e albuminúria anualmente
  • Controle da pressão arterial é fundamental
  • Medicamentos protetores renais (IECA, BRA, iSGLT2)

Neuropatia diabética

Danos aos nervos, especialmente nas extremidades.

  • Sintomas: formigamento, dormência, dor em queimação nos pés
  • Perda de sensibilidade aumenta risco de feridas
  • Exame dos pés em toda consulta

Doenças cardiovasculares

Risco aumentado de infarto, AVC e doença arterial periférica.

  • Diabetes aumenta em 2-4x o risco cardiovascular
  • Controlar também pressão, colesterol e peso
  • Não fumar é essencial

Pé diabético

Combinação de neuropatia e doença vascular que pode levar a úlceras e amputações.

  • Examinar os pés diariamente
  • Usar calçados adequados
  • Tratar feridas imediatamente

Outras complicações

  • Doenças gengivais
  • Disfunção erétil
  • Gastroparesia (esvaziamento gástrico lento)
  • Infecções de repetição
  • Problemas de pele

Prevenção do Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou retardado em muitos casos. Estudos mostram que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco em até 58% em pessoas com pré-diabetes.

Alimentação saudável

  • Prefira grãos integrais (arroz integral, aveia, pão integral)
  • Aumente o consumo de legumes, verduras e frutas
  • Reduza açúcares e bebidas açucaradas
  • Escolha gorduras saudáveis (azeite, castanhas, peixes)
  • Evite alimentos ultraprocessados
  • Controle o tamanho das porções

Atividade física regular

  • Pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada
  • Caminhada, natação, dança, bicicleta
  • Incluir exercícios de resistência 2x por semana
  • Reduzir o tempo sentado
  • Levantar e se movimentar a cada hora
  • Encontrar atividades prazerosas

Outras medidas preventivas

  • Manter peso saudável: Perder 5-7% do peso se estiver acima do ideal
  • Não fumar: Tabagismo aumenta resistência à insulina
  • Dormir bem: 7-8 horas por noite; sono ruim afeta o metabolismo
  • Gerenciar o estresse: Estresse crônico aumenta o cortisol e a glicemia
  • Fazer check-up regular: Especialmente se tiver fatores de risco
  • Conhecer seus números: Glicemia, pressão, colesterol, peso

Perguntas frequentes sobre Diabetes

O diabetes tem cura?

Atualmente, o diabetes não tem cura definitiva. No entanto, pode ser muito bem controlado. No caso do diabetes tipo 2, mudanças intensas no estilo de vida podem levar à "remissão", onde a glicemia se normaliza sem medicamentos. Porém, isso requer manutenção contínua dos hábitos saudáveis. O diabetes tipo 1 requer insulina por toda a vida.

Pessoa com diabetes pode comer açúcar?

Sim, em quantidades moderadas e dentro de um plano alimentar equilibrado. Não existe mais a "dieta proibida" de antigamente. O importante é o controle da quantidade total de carboidratos e a escolha de alimentos de melhor qualidade nutricional. Doces podem ser consumidos ocasionalmente, de preferência como sobremesa após uma refeição balanceada.

Diabetes tipo 2 sempre precisa de insulina?

Não necessariamente. Muitos pacientes com diabetes tipo 2 conseguem bom controle apenas com mudanças no estilo de vida e/ou medicamentos orais. Porém, como o diabetes é progressivo, alguns pacientes eventualmente precisarão de insulina para manter o controle adequado. Isso não significa falha do tratamento, mas evolução natural da doença.

O que é hipoglicemia e como tratar?

Hipoglicemia é quando a glicose no sangue cai abaixo de 70 mg/dL. Sintomas incluem: tremores, suor frio, tontura, confusão, fome intensa, palpitações. Tratamento: consumir 15g de carboidrato de rápida absorção (3 colheres de açúcar, meio copo de suco, 1 colher de mel). Aguardar 15 minutos e medir novamente. Se não melhorar, repetir. Em casos graves com perda de consciência, aplicar glucagon ou chamar emergência.

Posso fazer exercícios tendo diabetes?

Sim, exercícios são altamente recomendados! A atividade física melhora a sensibilidade à insulina, ajuda a controlar a glicemia e o peso, e reduz o risco cardiovascular. Cuidados: monitore a glicemia antes e após exercícios, tenha um lanche à mão para tratar hipoglicemia, use calçados adequados, e converse com seu médico antes de iniciar um programa de exercícios intensos.

Com que frequência devo medir a glicemia?

Depende do tipo de diabetes e tratamento. Pacientes em uso de insulina geralmente precisam medir mais vezes (jejum, antes das refeições, ao deitar). Quem usa apenas medicamentos orais pode precisar de menos medições. Seu médico definirá a frequência ideal. Sensores de monitorização contínua da glicose (CGM) são opções para alguns pacientes.

Diabetes é hereditário?

Existe um componente genético importante. Se um dos pais tem diabetes tipo 2, o risco do filho desenvolver é de cerca de 40%. Se ambos os pais têm, o risco pode chegar a 70%. No diabetes tipo 1, o risco é menor (5-6% se um dos pais tem). Porém, ter predisposição não significa que a pessoa terá diabetes — hábitos de vida saudáveis podem prevenir ou retardar o aparecimento.

Posso dirigir tendo diabetes?

Sim, na maioria dos casos. O importante é ter bom controle glicêmico e saber reconhecer e tratar hipoglicemia. Recomendações: medir a glicemia antes de viagens longas, ter lanches no carro, não dirigir se a glicemia estiver abaixo de 90 mg/dL, parar imediatamente se sentir sintomas de hipoglicemia. Algumas legislações exigem declarar o diabetes para renovar a CNH.

Diabetes afeta a gravidez?

Mulheres com diabetes podem ter gestações saudáveis, mas requerem planejamento e acompanhamento especializado. É importante ter bom controle glicêmico antes de engravidar (HbA1c < 6,5%). Durante a gravidez, o controle rigoroso reduz riscos de malformações e complicações. O diabetes gestacional também precisa de acompanhamento cuidadoso para proteger a mãe e o bebê.

Quais vacinas pessoas com diabetes devem tomar?

Pessoas com diabetes devem manter o calendário vacinal em dia, pois têm maior risco de complicações por infecções. Vacinas especialmente recomendadas: gripe (anualmente), pneumonia, hepatite B, COVID-19. A vacina contra herpes-zóster também é recomendada para maiores de 50 anos. Converse com seu médico sobre seu calendário vacinal.

O que é hemoglobina glicada (HbA1c)?

A hemoglobina glicada reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses. Quando a glicose está alta no sangue, ela "gruda" na hemoglobina das células vermelhas. Como essas células vivem cerca de 3 meses, a HbA1c mostra a média da glicemia nesse período. É o principal exame para avaliar o controle do diabetes a longo prazo. Meta para a maioria dos adultos: < 7%.

Adoçantes artificiais são seguros?

Os adoçantes aprovados pela ANVISA (aspartame, sucralose, estévia, entre outros) são considerados seguros quando consumidos dentro dos limites recomendados. Eles podem ajudar a reduzir o consumo de açúcar e calorias. Porém, estudos recentes sugerem cautela com consumo excessivo. A melhor abordagem é reduzir gradualmente a necessidade de sabor doce, seja de açúcar ou adoçantes.

Aviso importante

Este site tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. As informações aqui apresentadas não substituem consulta, diagnóstico ou orientação médica profissional.

Se você apresenta sintomas como sede excessiva, urinar muito, perda de peso inexplicada, visão embaçada, confusão mental ou qualquer emergência médica, procure atendimento médico imediatamente ou ligue para o SAMU (192).

Sempre consulte seu médico para diagnóstico correto e orientações de tratamento individualizadas.